“Ele teimou e enfrentou o mundo, se rodopiando ao som dos bandolins”. Parte dessa canção, de autoria de Oswaldo Montenegro, parece se encaixar perfeitamente às andanças do jovem Diogo Guanabara. Com o instrumento debaixo do braço, o potiguar de 24 anos já levou sua música para países como Japão, Áustria, Eslovênia, Itália e Alemanha. Oswaldo Montenegro, inclusive, foi um dos que também se encantou pelo som de Diogo. “Sempre que havia chance, fazíamos um som juntos até que, em 2005, Oswaldo Montenegro veio à Natal e me chamou para ir ao Rio de Janeiro trabalhar com ele”, contou Diogo. O projeto com o cantor durou um ano e rendeu a gravação da música “Quando a gente ama” que fez parte da trilha sonora da telenovela “Sinhá Moça” da TV Globo.
No início de 2000, o potiguar ganhou o troféu Clave de Sol, oferecido pelo Prêmio Hangar, reconhecido como instrumentista revelação pelos júris popular e oficial. No mesmo ano, foi convidado a participar do Festival de Música Brasileira de Sud’a Sul, no Sul da França, onde representou o Brasil junto a Jorge Ben Jor, Chico César e Renato Borgheti
Seu primeiro instrumento foi o cavaquinho, mas após um ano de aulas,seu professor aconselhou que trocasse o cavaquinho pelo bandolim e Diogo logo se identificou com o instrumento “parecia que as notas se encaixavam com mais facilidade, não é a toa que hoje é o meu principal instrumento". Diogo começou a estudar música aos 8 anos de idade e ,segundo ele, o gosto pela música começou em casa. “Meus pais, apesar de não serem músicos, sempre gostaram muito de música. Eles se reuniam com uma turma aos fins de semana para ouvir bons discos e tocar de maneira informal. Eu cresci nesse meio”, lembrou.
Após o primeiro prêmio, tocar com feras da música nacional para ele foi constante. Em 2002, foi convidado pelo produtor musical Hermínio Bello de Carvalho para participar do álbum "Ao Jacob, seus Bandolins", em homenagem a Jacob do Bandolim. Também participaram do projeto, que incluiu a gravação ao vivo de um recital na sala Cecília Meireles, no Rio de janeiro, nomes como Hamilton de Hollanda, Yamandu Costa, Armandinho, Rogério 7 Cordas, Camerata Carioca e o conjunto Época de Ouro, grupo que acompanhava o próprio Jacob nas apresentações. Segundo Diogo, “este foi um ótimo pontapé na minha carreira”. Já em 2007, o jovem músico acompanhou Benito di Paula em uma mini-turnê pelo interior de São Paulo e Minas Gerais”.
Parceria
Com o retorno à Natal, Diogo firmou mais uma parceria. Desta vez, com os amigos de infância que haviam montado o Macaxeira Jazz, grupo com o qual se apresenta até hoje. A banda tem Ticiano D'Amore na guitarra, Henrique Pachêco no baixo, Marco da Costa no piano e Raphael Bender na bateria. Mesclam frevo, samba, baião, blues, funk, salsa, bolero, jazz, entre outros, em um repertório que inclui, Toninho Horta, Edu Lobo, Michael Jackson, Beatles, arranjos próprios, além de músicas autorais.
Diogo Guanabara e Macaxeira Jazz lançaram CD e DVD ao vivo em 2008, que resultou numa turnê internacional com apresentações pela Ásia e Europa. “É sempre bom poder viajar para mostrar o trabalho poder ter contato com um público diferente, mais detalhista, mais exigente”, disse Diogo. “Aqui no Brasil, pedem pra tocar algo conhecido. Lá fora, querem realmente conhecer o trabalho, tocar algo novo”.
O Macaxeira Jazz, junto com Diogo, lançou em 2009 o CD “Capanga Moderna”, gravado em estúdio, com músicas autorais. O trabalho foi um dos contemplados com o Prêmio Núbia Lafayette, de incentivo para a produção musical potiguar. Diogo, com 11 anos de carreira e recém graduado no curso de Direito, quer mesmo continuar investindo na vida musical. Ele pretende continuar como solista, mas diz que o trabalho com o Macaxeira Jazz deve prosseguir paralelamente.



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